Três pilares da mente de Cristo!

         Temos o privilégio de conviver em ambientes formais e informais com pessoas sábias e recheadas de sabedoria. Numa dessas ocasiões, participamos de um estudo sobre os três pilares da mente de Cristo. Tentaremos reproduzir de maneira sucinta, mas não deixando de lado a essência do que apreendemos naquele dia.

            O primeiro pilar no qual se estabelece a mente de Cristo é DEUS. Ele sempre viveu tendo Deus em primeiro lugar na sua vida. Um compromisso prioritário e inegociável de submissão a Deus. João 4.34

            O segundo sustentáculo da mente de Cristo era sua VIDA. Jesus tinha como objetivo de vida, cumprir o projeto de Deus para Ele, o propósito que Deus havia estabelecido desde a fundação do mundo.  Concentração intencional no seu projeto de vida. João 10.17, 18.

            E por último, as PESSOAS representavam o terceiro pilar da mente de Cristo. Jesus sempre teve seu foco no serviço às pessoas. Atitude de amor prático e sacrificial com todas as pessoas. Marcos 10.45.

            Nem sempre conseguiremos entender tudo que lemos na Bíblia, mas que bom seria se colocássemos em prática o que é de entendimento fácil, como percebemos no exemplo de Jesus deixado para nós: Viver para DEUS, cumprindo Seu propósito para nossa VIDA, demonstrando amor incondicional às PESSOAS.

Clarissa Silva

Você seria feliz no céu, se Cristo não estivesse lá?

A pergunta crucial para nossa geração, e para cada geração, é esta: se você pudesse ter o céu, sem doenças, com todos os amigos que tinha na terra, com toda a comida que gostava, com todas as atividades relaxantes que já desfrutou, todas as belezas naturais que já contemplou, todos os prazeres físicos que já experimentou, nenhum conflito humano ou desastres naturais, ficaria satisfeito com o céu, se Cristo não estivesse lá?[1]

E a pergunta para nós, líderes, pastores e missionários é: pregamos, ensinamos e orientamos de tal modo que os crentes estejam preparados para ouvir esta pergunta e responder com um ressoante “Não”? Como entendemos o evangelho e o amor de Deus? Será que, juntamente com o mundo, temos deixado de ver o amor de Deus como a dádiva d’Ele mesmo para considerar este amor como um espelho que reflete aquilo que gostamos de ver? Temos apresentado o evangelho de maneira tal que o dom da glória de Deus na face de Cristo é secundário, em vez de central e essencial?[2]

Será que nós, pastores e missionários, estamos preocupados em vender o céu para essas pessoas? Ou fazer com que Cristo seja conhecido através de nossas mensagens? Nossa maior preocupação deve ser se as pessoas querem ir para o céu por saberem que Cristo estará lá.

O nosso propósito de vida é glorificar a Deus. Todas as outras coisas são conseqüências de nossa adoração a Ele.

Em Colossenses 1.15-17, diz:

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.

Nesse texto conseguimos enxergar que todas as coisas tem o foco em Deus e não nos homens. Vejamos numa breve explicação:

  • Pois nele – o centro criativo e causal de sua existência;
  • Por ele – o agente da criação; e
  • Para ele – o objetivo final de toda a criação.

Todas as coisas existem n’Ele, provêm d’Ele e foram criadas para glorificá-Lo. Esse texto é fantástico e nos mostra claramente onde está o propósito final da nossa vida: está em enxergar a glória de Deus na face de Cristo. Ele é o primeiro e principal.

Em Colossenses 3.11, diz:

Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos.

Esse texto nos mostra que Cristo transcende todas as barreiras e unifica pessoas de todas as culturas, raças e nações. Distinções como essas já não são relevantes. Só importa estar em Cristo. Paulo tinha um entendimento magnífico que a glória de Deus era refletida através da obra de Cristo na cruz.

Nosso foco deve ser: entender de fato, que a glória será sempre para Deus e não para o homem e pregar mensagens que levem as pessoas à enxergarem a glória de Deus na face de Cristo. Ao proclamarmos a mensagem verdadeira de tornar Cristo conhecido, faremos com que as pessoas enxerguem a Cristo, como principal foco da salvação,  e não o céu.

Para onde estamos levando o nosso rebanho? Que tipo de mensagens estamos pregando?

De nada mais o mundo necessita além de ver a dignidade de Cristo através da obra e palavras do seu povo, o qual foi atraído por Deus. Isso acontecerá quando a igreja despertar para a verdade de que o amor salvífico de Deus é o dom de Si mesmo e de que Deus mesmo é o evangelho.[3]


[1] PIPER, John. Deus é o evangelho: um tratado sobre o amor de Deus como oferta de si mesmo, pág. 14.

[2] Idem, pág. 15.

[3] PIPER, John. Deus é o evangelho: um tratado sobre o amor de Deus como oferta de si mesmo, pág. 17.