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Abraços,

Sandro e Clarissa

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A crise no Ensino!

Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: “Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra“. Atos 6. 2-4 (NVI)

A Educação em geral, no Brasil, não é um tema que tem merecido a devida atenção e direcionamento de recursos humanos e financeiros. A educação religiosa, ainda mais, está à margem das academias. Temos exemplos do investimento na educação religiosa cristã feito nos Estados Unidos, onde existem academias que formam teólogos, pesquisadores e educadores cristãos, voltados para a pesquisa científica nesta área.

No Brasil, não existe investimento no desenvolvimento ou formação de profissionais acadêmicos – pesquisa científica, metodológica, etc. – que fomentaria e auto alimentaria o desenvolvimento do conhecimento na academia.

Baseado nessas observações é possível notar a superficialidade no conhecimento e formação de educadores cristãos, pastores, missionários no Brasil, que redunda em igrejas rasas e sem embasamento doutrinário.

Podemos notar nas nossas igrejas que o ENSINO, não somente na Escola Bíblica (EB) está sendo esquecido. Isso é uma realidade na preparação das mensagens e se reflete no que é priorizado e privilegiado no púlpito e se repercute em todos os ministérios da igreja.

Não podemos afirmar que a falta de interesse pelo processo ensino-aprendizado é somente dos alunos. É nítido que a liderança por negligenciar o estudo e exposição da Palavra, dá um mau exemplo de como podemos formar pessoas interessadas em aprender e se aprofundar no conhecimento da Palavra.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” II Tim. 3. 16-17 (NVI)

Da mesma maneira que a profissão professor é subvalorizada fora da igreja, dentro não é diferente. Poucas lideranças locais estimulam os membros a se desenvolverem nessa área e ajudar no crescimento e fortalecimento dos outros membros. Hoje em dia, os lideres não tem interesse e preocupação de formar pessoas que deem continuidade ao ministério que Deus os chamou e capacitou.

São poucas as pessoas que naturalmente tem interesse em se dedicar ao ensino nas igrejas e conseguem manter esse interesse ao longo da sua vida cristã apesar das dificuldades, barreiras e decepções.

Por não ter estimulo da liderança e ter diversas dificuldades e barreiras, um bom professor de EB é uma espécie em extinção nas nossas igrejas. Está sendo substituídos por pessoas com boas intenções.

“Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino.” I Tim. 4. 11-13 (NVI)

Alguns estudiosos acreditam que essa crise tem se acentuado nas novas igrejas, que dão mais ênfase ao evangelismo. Eu, porém, discordo, pelo fato que essas já surgiram sem a ênfase no ensino e formação dos novos convertidos. Quem sofre a ausência da EB são as igrejas históricas, que sempre enfatizaram a profundidade doutrinária e hoje em dia não tem ferramentas eficazes para disseminar suas doutrinas, e acabam sendo superficiais no ensino.

As novas igrejas têm surgido especialmente com um apelo às camadas menos intelectuais ou escolarizadas da sociedade. Se nas camadas escolarizadas a leitura analítica e a formação de opinião crítica são condições nem sempre presentes, ainda mais nas camadas desprivilegiadas academicamente. As novas igrejas, formadas sem uma ênfase no ensino são frequentadas e dirigidas por pessoas que não receberam na sua formação escolar o senso crítico e o prazer no estudo e leitura.

A EB é o espaço que a liderança tem para formar e solidificar seus membros na Palavra e dar a eles a possibilidade de fundamentar seu conhecimento bíblico, de maneira racional e não meramente recebido por preleção. Além disso, pode capacitar e desenvolver seus membros biblicamente. Também é na EB que a liderança pode perceber e ajudar os membros a desenvolver seus dons, talentos e habilidades.

Voltamos para a mesma questão levantada anteriormente: ninguém quer investir tempo em ninguém, não queremos saber como anda a vida das pessoas, não queremos nos envolver com o desenvolvimento alheio. Nós não queremos ter trabalho. E o que Jesus mais fez no seu ministério? Investiu na vida de pessoas.

Todo líder que preza pelo ensino da Palavra, tem na EB uma ferramenta eficaz para transmitir para a membresia a missão, visão e valores da igreja. É ai também que pode ser medido o nível da maturidade cristã dos membros.

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.” I Tim. 4. 2 (NVI)

Pensando a EB como norteadora para a liderança, inclusive para mensurar a maturidade dos membros, sua ausência é rapidamente notada, pois a igreja fica sem direcionamento doutrinário e seus membros, sujeitos às falsas doutrinas. Até mesmo podemos constatar que a igreja se torna um mosaico de doutrinas – igreja pluralista – ficando fadada a superficialidade e inconstância.

Não acho exatamente que falta de ideia seja o real problema para uma ótima EB. Mas, tenho certeza que uma liderança forte na área do ENSINO, elabora um competente sistema ou ferramenta que capacita e desenvolve seus membros no aprofundamento do estudo da Palavra de Deus.

Precisamos lembrar que a EB é uma FORMA de disseminação da sã doutrina, que é a ESSÊNCIA. Não podemos nos apegar a FORMA e nos esquecermos da ESSÊNCIA. Nem sempre essa ferramenta foi utilizada, e quem sabe precisa ser revista ou remodelada para a nova realidade da igreja contemporânea (ou pós-moderna). O que não podemos deixar de estimular nas igrejas é que esse espaço de troca e aprendizado constantes esteja presente.

A sabedoria busca conselhos

Buscar conselhos de gente sensata é a primeira coisa que você pode fazer para assegurar sua convicção em meio à incerteza. A liderança não está vinculada a decisões solitárias. Está vinculada a assumir a paternidade das decisões logo que você as tomar. Caso não saiba, pergunte. Caso não esteja seguro, descubra o que as pessoas estão pensando. O consenso solidifica a confiança diante da incerteza. Quando as pessoas em quem confiamos dão o sinal de aprovação, a confiança aumenta imediatamente.

Grandes líderes têm grande avidez por aprender. Mas aprender pressupõe uma atitude de submissão. Nem todos os líderes ficam à vontade com ela. Submissão é a atitude adotada por outras pessoas, aquelas que precisam ser lideradas. Facilmente nossos pontos fortes podem virar pontos fracos. O mesmo acontece com a atitude do líder em relação à submissão. Isso vale tanto para líderes que estão nos seus primeiros anos quanto para aqueles que já são líderes com vasta experiência.

Conseguir um mentor ou coach para seu crescimento requer de você como líder, submissão ao conselho e à instrução de outras pessoas. Se não for possível ensinar-lhe algo, não é possível fazer coaching ou mentoria com você. Infelizmente, não importa se somos jovens ou experientes, sempre achamos que sabemos das coisas, e menos provável é que nos coloquemos sinceramente sob a influência de um mentor ou um coach. Isso é especialmente verdadeiro se nos consideramos mais capazes, apaixonados ou talentosos do que as pessoas ao nosso redor.

Ao longo da história de Israel, Deus estabeleceu reis, e como todos, precisavam de conselho. Alguns o buscaram. Outros não. Em geral, os que não o fizeram pagaram um preço alto na liderança que exerciam.

Salomão, o homem mais sábio que já viveu, escreveu mais sobre buscar conselhos do que qualquer outro autor bíblico. E isso não é coincidência. O homem que menos parecia precisar de conselhos era o que mais estava convencido de sua necessidade. Outra coisa interessante a respeito de sua insistência em buscar aconselhamento é que ele era um rei. Os reis, governantes supremos, não precisam de conselhos, certo? Nem mesmo líderes divinamente escolhidos sabiam tudo o que precisavam saber. Mais uma vez, onisciência não é um requisito para a liderança. Disposição para ouvir é.

Pense nisso: por que o homem que menos precisava de conselhos era o que mais os recomendava?
Simples: ele era o homem mais sábio do mundo. A sabedoria busca conselhos. O homem sábio tem limitações e as reconhece. É o tolo que acredita não tê-las. Só o ingênuo acha que pode tomar todas as iniciativas sem ouvir o que as pessoas de fora têm a dizer.

É por isso que sempre fico fascinado com o fato de o homem mais sábio do mundo ter escrito tanto a respeito da busca constante de conselhos.

Eis alguns pensamentos de Salomão:

  • Se o sábio lhes der ouvidos, aumentará seu conhecimento, e quem tem discernimento obterá orientação. Provérbios 1. 5
  • O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve conselhos. Provérbios 12. 15
  • Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem sucedidos quando há muitos conselheiros. Provérbios 15. 22
  • Ouça conselhos e aceite instruções, e acabará sendo sábio. Provérbios 19. 20

Precisamos buscar conselhos e prestarmos contas e assim crescermos no nosso  desenvolvimento de vida.

“Quem são as pessoas que ajudaram você a se tornar a pessoa que você é hoje?”

“Quem são as pessoas que ajudarão você a se tornar o líder que Deus quer que você seja amanhã?”

“Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro.” Pv 27.17

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STANLEY, Andy. O líder da próxima geração: qualidades de liderança que definirão o futuro; tradução Marson Guedes – São Paulo: Editora Vida, 2008.

Três pilares da mente de Cristo!

         Temos o privilégio de conviver em ambientes formais e informais com pessoas sábias e recheadas de sabedoria. Numa dessas ocasiões, participamos de um estudo sobre os três pilares da mente de Cristo. Tentaremos reproduzir de maneira sucinta, mas não deixando de lado a essência do que apreendemos naquele dia.

            O primeiro pilar no qual se estabelece a mente de Cristo é DEUS. Ele sempre viveu tendo Deus em primeiro lugar na sua vida. Um compromisso prioritário e inegociável de submissão a Deus. João 4.34

            O segundo sustentáculo da mente de Cristo era sua VIDA. Jesus tinha como objetivo de vida, cumprir o projeto de Deus para Ele, o propósito que Deus havia estabelecido desde a fundação do mundo.  Concentração intencional no seu projeto de vida. João 10.17, 18.

            E por último, as PESSOAS representavam o terceiro pilar da mente de Cristo. Jesus sempre teve seu foco no serviço às pessoas. Atitude de amor prático e sacrificial com todas as pessoas. Marcos 10.45.

            Nem sempre conseguiremos entender tudo que lemos na Bíblia, mas que bom seria se colocássemos em prática o que é de entendimento fácil, como percebemos no exemplo de Jesus deixado para nós: Viver para DEUS, cumprindo Seu propósito para nossa VIDA, demonstrando amor incondicional às PESSOAS.

Clarissa Silva

Faróis da travessia

Um admirável missionário compartilhou conosco sua viagem de chegada ao Brasil.

A viagem foi feita de navio junto com sua esposa e filhos. Semanas a bordo de uma embarcação (nem um pouco semelhante a um transatlântico moderno) revendo e alimentando os sonhos e visão que Deus havia dado na sua terra natal.

A passagem do Oceano Pacífico para o Oceano Atlântico foi feita pelo Canal do Panamá. Chegaram ali numa noite quando foi possível visualizar perfeitamente os faróis de sinalização. No momento em que os faróis estivessem alinhados, ao ponto de vista do capitão, o navio estaria em posição correta e pronto para iniciar a travessia. Como já era noite, e a travessia se dava somente durante o dia, o navio que os levava e muitos outros atracaram em “fila”, posicionados, aguardando o amanhecer, para início da travessia.

Hoje, ao lembrar de sua viagem, passados mais de 45 anos, Bill Keyes faz uma analogia muito sábia dos três faróis do Canal do Panamá com a forma de sinalização que Deus usa para nos nortear na vida cristã.

O primeiro farol que devemos estar atentos é a OPORTUNIDADE. Deus nos coloca diante de situações que são portas escancaradas para entrarmos.

No entanto, é necessário ter o alinhamento de mais dois faróis. O segundo é a PAZ DO SENHOR. A oportunidade pode estar bem a sua frente, mas sem a paz de Cristo não é recomendável ir adiante.

E mesmo tendo uma oportunidade visível e a paz do Senhor, precisamos buscar a CONFIRMAÇÃO DA IGREJA, expressa por pessoas espirituais que mantém relacionamento próximo conosco.

Sem observar os três faróis alinhados, o capitão do navio não poderia realizar a travessia.

Assim também é na nossa vida. Deus nos dá a oportunidade, a Sua paz e a confirmação através do corpo de Cristo para nos conduzir adiante.

Fique atento! Ao observar os três faróis alinhados, levante a âncora, siga em frente e se prepare para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

 

Clarissa Silva