Fazer Discípulos?

O plano de Deus com a Grande Comissão é dar continuidade a obra que Jesus começou.

Com os discípulos de Jesus reunidos em torno d’Ele após a sua ressurreição, Ele disse:

“É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século”. Mt 28:18-20 (NVI).

A ordem é para que façamos discípulos. Jesus enviou os seus discípulos ao mundo com o propósito de fazer mais discípulos. Estes novos seguidores de Jesus não somente crêem n’Ele, mas também obedecem todos os mandamentos que Jesus deu aos seus primeiros discípulos. A segunda geração de discípulos deveria fazer mais discípulos, os quais fariam mais discípulos, e estes mais discípulos, e assim por diante, até que todas as nações fossem preenchidas com os discípulos de Jesus. Nós que cremos em Jesus, estamos em algum lugar nessa cadeia de discipulado. Como discípulos ou aprendizes de Jesus, somos chamados a fazer o que Ele ordenou à que sua equipe original fizesse.

Jesus estava totalmente ligado a boa notícia. O escritor de Atos dos Apóstolos, o mesmo Lucas que escreveu o terceiro evangelho, começa seu relato da missão cristã de uma maneira muito curiosa:

“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo o que Jesus começou, não só a fazer, mas também a ensinar, até o dia em que foi recebido em cima no céu, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera”. (Atos 1.1-2).

Lucas neste trecho faz referência a seu primeiro livro, o Evangelho de Lucas que nos mostra Jesus em sua vida prática e também ensinando, dando a entender que Sua obra continua em Atos pela intervenção e ministério do Espírito Santo. Jesus depois de Sua ressurreição continuou a instruir os apóstolos por meio do Espírito Santo. Declarações posteriores deixam claro que os feitos dos apóstolos seriam realizados também por meio do Espírito Santo. Lucas está ressaltando o poder do Espírito de capacitar o crente. Aqui vimos um grande exemplo de Jesus cumprindo a Grande Comissão e formando seus discípulos para continuar a missão que deve ser de todo aquele que crê em Deus. Atos dos Apóstolos, portanto, deve ser a crônica do que Jesus continuamente fazia e ensinava através daqueles que acreditavam em Deus e estavam cheios de Seu Espírito. O livro de Atos dos Apóstolos poderia ser chamado: “Os Atos de Jesus através de Seus apóstolos”.

Em Apocalipse 7.9-10:

“Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. E clamavam em alta voz: A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro”.

O texto acima está se referindo ao final dos tempos quando estivermos diante do Cordeiro. Ali veremos pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas. “Se você se envolver ou não, Deus vai fazer a Sua obra”. Ele nos dá o privilégio de participarmos daquilo que Ele está fazendo na história e através do tempo, para que pessoas de todos os lugares do mundo possam naquele dia, na Sua presença, estar louvando o Seu nome.

O Espírito Santo de Deus tem atuado de diversas formas no mundo. Não deixemos de nos envolver nesta obra. Vamos continuar a fazer discípulos, formando verdadeiros adoradores, que O adorem em Espírito e em verdade. Para honra e glória do nosso Senhor Jesus Cristo.

Esta é a ordem de Jesus para todos nós: Fazer Discípulos!

Cachorro ou Gato?

O cachorro diz: “Você me acaricia, me alimenta, me abriga, me ama, você deve ser Deus.”

O gato diz: “Você me acaricia, me alimenta, me abriga, me ama, eu devo ser deus.”

Estes traços dos gatos (“Você existe para me servir”) e dos cachorros (“Eu existo para servi-LO”) são quase sempre semelhantes às atitudes teológicas que adotamos em nossa visão de Deus e nosso relacionamento com Ele.

Quais são as características de um gato?

Os gatos, basicamente, têm a teologia do sentir-se bem. Qualquer coisa que Deus fizer para que eles se sintam bem, eles receberão. Seu objetivo no cristianismo é uma vida cristã segura, fácil e confortável! Qualquer coisa que os façam sentir desconfortáveis ou incomodados, eles jogam foram.

Para um gato, toda a vida cristã está voltada para que ele seja abençoado por Deus. Ele ouve: “Deus quer abençoar você! Na verdade, não é só isso, mas Deus fez tudo para você!”

Os gatos pensam o seguinte:

  • Ele morreu para nos dar uma boa vida.
  • Os anjos existem para nos servir e tomar conta de nós.
  • A igreja existe para suprir nossas necessidades.
  • Deus existe para cuidar de nós e nos abençoar.

Onde está a glória de Deus nisso? O gato diz: Está ali! Deus recebe muita glória ao me abençoar. Tudo está voltado para mim!

Quais são as características de um cachorro?

Os cachorros sabem que Deus é o personagem principal da Bíblia, e vêem como Jesus honrou seu Pai. Eles sabem que Jesus viveu para a glória d’Ele. As escrituras nos contam que Jesus estava sempre direcionado para a glória do Pai e morreu principalmente para a glória d’Ele. João 12.27-28:

Agora meu coração está pertubado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!

Jesus estava pensando na dor da cruz. Isso está dentro do contexto de angústia, sofrimento que Ele iria suportar. Este não é um momento insignificante. Especialmente porque Ele estava totalmente voltado para o porquê precisava sofrer.

Ele tem o seu foco principal na glória de seu Pai. A glória de seu Pai é a maior prioridade. Os gatos odeiam ouvir estas palavras, tanto quanto os cachorros se sentem bem em ouví-las.

Somos as únicas coisas nas quais Jesus pensou quando foi para a cruz? Não! Quando Ele foi para a cruz, Ele o fez fundamentalmente para a glória de seu Pai.

Você já pensou que este grande desejo de glorificar seu Pai é a razão pela qual Ele deseja responder nossas orações? “Eu pensei que Ele tivesse feito isso porque queria nos abençoar”, pensam os gatos. Esta resposta não é incorreta, mas é incompleta. Os cachorros conhecem a resposta mais profunda. Em João 14.13:

“E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho.”

Jesus quer responder nossas orações para que o Pai seja glorificado. Jesus tem o desejo de ver seu Pai exaltado, engrandecido e louvado. Jesus fez sua obra para a glória do Pai. Em sua oração em João 17.4, Cristo diz:

“Eu te glorificarei na terra, completando a obra que me deste para fazer.”

Cristo realizou sua obra para dar glória a seu Pai. Glória eterna existente mesmo antes que o mundo existisse.

Conclusão

Em nosso relacionamento com Deus podemos ser gatos ou cachorros.

Os gatos vivem somente para sua própria glória. No entanto, a Bíblia nos adverte que Deus não dividirá a glória d’Ele com ninguém, como diz Isaías 42.8 “Eu sou o Senhor; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória, nem a imagens o meu louvor”.

Os cachorros entenderam que seu propósito é refletir a glória de Deus e levar outras pessoas a enxergarem essa glória. Eles vivem para glorificar somente a Deus.

Você tem sido um gato ou um cachorro?

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (I Coríntios 10.31)

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¹SJOGREN, Bob. A teologia do cachorro e do gato / Bob Sjogren e Gerald Robinson – Camanducaia, MG: Missão Horizontes, 2003.

Curso Perspectivas (www.perspectivasbrasil.com)

Este livro pode ser adquirido na CCI Brasil (www.ccibrasil.org.br)

Instituto Doxa (www.institutodoxa.org.br)

 

Brasil, Pátria Amada!

“A democracia pode ser mais bem apreciada quando os tempos são bons; a ditadura funciona melhor em uma época ruim”.

Por que o povo alemão, e mais especialmente a igreja, não se afastou de Hitler quando seus verdadeiros planos se tornaram conhecidos? Por que milhares e milhares de alemães participaram, direta ou indiretamente, das atrocidades que se tornaram parte do programa nazista?

Esses milhares e milhares de alemães, que de outra forma seriam cidadãos decentes, boicotaram os estabelecimentos pertencentes aos judeus, participaram de julgamentos que eram farsas e controlaram brutalmente os campos de prisioneiros. Em suma, Hitler teve auxiliares que executaram suas ordens por mais desprezíveis que fossem.

A Alemanha estava extremamente atormentada por sua derrota e humilhação após a Primeira Guerra Mundial. O caos político grassava pelas cidades. Em Munique, o partido comunista, encorajado pela bem sucedida revolução na Rússia em 1918, tentava tomar o poder.

Isso deu a Hitler a oportunidade que tanto aguardava. Sendo um revolucionário, só podia prosperar em momentos de adversidade: quando a taxa de desemprego fosse alta, a inflação e a fúria e a desconfiança tivessem tomado toda a Alemanha. Era o momento de conquistar a nação, não pela guerra, mas por meios constitucionais.

Hitler estava exultante com a crise econômica, pois esse era o momento ideal para ganhar ouvidos e os votos das massas. Ele fez campanha contra o Tratado de Versalhes e assegurou aos alemães que, se houvesse uma oportunidade, o país poderia se tornar grande mais uma vez.

Uma mulher que sobreviveu à era nazista disse assim: “Meus pais votaram nele porque a situação estava tão ruim que eles não acreditavam que pudesse piorar”. Milhões de alemães concordavam com esse modo de pensar. E dessa forma, os nazistas surgiram em julho de 1932 como o maior partido alemão.

Essa mesma frase ficou bem conhecida por nós Brasileiros, nesses últimos dias: “Pior que tá não fica.”

A situação está tão ruim, que ninguém imagina que pode piorar.

E pelos milhões de votos que o candidato que usou essa frase recebeu, podemos imaginar que as pessoas estão pensando da mesma forma que os alemães na época de Hitler.

E por tudo que sabemos que foi o nazismo, entendemos e vimos claramente que com certeza poderá ficar pior.

Deus colocará no governo quem o Brasil está merecendo. Pois, não pensamos quando votamos, então temos que arcar com as conseqüências de nossos pecados.

Os pastores de nossas igrejas têm que direcionar o seu rebanho a ter sabedoria na hora de votar. Nossas igrejas têm que tomar o devido cuidado para também não cair nesse erro de pensar que “pior que tá não fica”.

Participei de um congresso para pastores, onde Luiz Sayão disse:

“Tem uma coisa que os pastores estão tentando fazer há muito tempo e Deus não deixa. Acabar com a Igreja!”

Logo que ele acabou de pronunciar essa frase, ouvimos as palmas, e assim que as palmas cessaram, ele reforçou: “Estou falando de vocês.”

Então, o silêncio pairou sobre aquela igreja e os líderes ali presentes refletiram sobre seu papel crucial no Corpo de Cristo.

Corpo de Cristo! Aprendam com os erros do passado, para agirem corretamente no presente, a fim de desfrutarem de um futuro melhor.

Líderes! Cuidem do rebanho que está sob seus cuidados, instruindo-os a orar pelos seus representantes e a elegê-los sabiamente.

 

“O coração do rei é como um rio controlado pelo Senhor; ele o dirige para onde quer.” (Provérbios 21.1).

 

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¹LUTZER, Erwin W. A cruz de Hitler: como a cruz de Cristo foi usada para promover a ideologia nazista; tradução Emirson Justino – São Paulo: Ed. Vida, 2003.