Profissionais em Missões!

“Por que será que nunca paramos para pensar em Jó como um profissional em missões?”

O livro de Jó se inicia dizendo:

Na terra de Uz, vivia um homem chamado Jó. Era homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava fazer o mal. Tinha ele sete filhos e três filhas, e possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de boi e quinhentos jumentos, e tinha muita gente a seu serviço. Era o homem mais rico do Oriente.” Jó 1.1-3 (NVI)

Nós podemos ver tranquilamente que Jó era o homem mais rico do Oriente, ele era um homem de negócios. Ele tinha criação de vários tipos de animais, como podemos ver no v.3. E ainda sim, com toda riqueza que possuía com tudo o que tinha, ele era um homem integro e justo, que temia a Deus. Um grande exemplo para nós. Primeiramente como um profissional, independentemente do que fizesse ou deixasse de fazer, ele era justo e integro, temia a Deus. Segundo, como um servo bom e fiel, que mesmo em meio ao seu trabalho não hesitava em temer a Deus. Não deixando de impactar a vida daquelas pessoas com quem negociava por onde quer que passasse, dando o exemplo de como verdadeiros cristãos podem usar sua profissão para o crescimento do Reino de Deus.

Num determinado momento da sua vida, Jó perdeu tudo. Mas, nós vemos que no cap. 42.10, Jó ganha em dobro, tudo o que ele tinha:

“Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes.”

Mesmo perdendo tudo o que possuía, mesmo com o conselho blasfemo de sua esposa, vimos a submissão de Jó. Seus amigos sustentavam que o sofrimento seria o resultado de algum pecado pessoal. Jó em nenhum momento amaldiçoou a Deus e reconhece que Deus e seus propósitos são supremos.

O mais importante aqui não está na riqueza de Jó, mas como vimos, ele era um homem de negócios, e Jó era um homem integro e justo, que temia a Deus e evitava fazer o mal. Em outras palavras, no seu dia a dia, através da sua profissão, através do seu cuidado com todos os animais que ele tinha, e também com seus funcionários, ele era um homem justo e íntegro e causava impacto nas pessoas por onde passasse.

Pensando em nossas vidas, em nossas profissões, em nossos trabalhos, será que agimos da mesma maneira que Jó agiu em sua vida, como um missionário profissional? Usamos nossa profissão para falar da transformação que Deus causa em nossas vidas, a partir do momento que entendemos que Ele é o autor e consumador da nossa fé? Será que já pensamos em usar as nossas profissões para alcançar pessoas que ainda não escutaram sobre Jesus Cristo? A transformação que o evangelho causa em nossas vidas, trabalhar no campo missionário, fazendo da mesma maneira que Jó fez, mesmo exercendo uma profissão não deixando de pregar sobre o Todo-Poderoso.

Nós podemos participar de diversas maneiras para o crescimento do Reino de Deus. Para isso precisamos entender que tudo o que Deus nos tem dado é para adorá-LO e exaltá-LO em todos os momentos de nossas vidas. E usar tudo o que Ele nos concede para o crescimento do Seu Reino, para a propagação do Evangelho Transformador de Jesus Cristo.

Em Isaías 6.8, o Senhor diz:

“Quem enviarei? Quem irá por nós? E Isaías responde: Eis-me aqui. Envia-me a mim!

Essa foi a resposta de Isaías.

E qual será a nossa resposta?

(Texto baseado na pregação do Pr. Marcos Amado)


Chamado?

Muitos se perguntam: “Como podemos saber com certeza que Deus está nos chamando para missões?”. As preocupações inerentes à prática de discernir a vontade de Deus estão sobre a possibilidade de obedecer o seu chamado ao serviço missionário, que geralmente nos joga em uma crise por causa da zona de conforto – explodindo ramificações de render a esse apelo. Cristãos perguntam constantemente sobre o curso e as implicações dessa vocação, para professores de seminário, pastores, agências missionárias, missionários e amigos. Eles perguntam o que exatamente constitui um apelo missionário, quão detalhado deve ser, e como Deus se comunica através de um chamado para Seus filhos. Muitos se perguntam se um chamado específico e pessoal é necessário, pois parece-lhes que todos os cristãos são chamados e só os obedientes respondem. Mesmo se eles estão certos de um convite pessoal para missões, eles ainda tem o dilema de descobrir os detalhes indescritíveis de onde, quando, como e com quem o chamado será cumprido. Alguns acreditam que eles são chamados para “missões de luta”. Ou com a forma como eles podem seguir o chamado de Deus quando seu esposo ainda não se sente chamado. Confusões são constantes para a maioria dos crentes sobre o chamado missionário.

Existem poucas literaturas relacionadas ao apelo missionário que se aplicam às pessoas no século XXI. Questões como o terrorismo, globalização, urbanização, mudaram a visão das missões. Algumas agências missionárias têm respondido a estes desafios com inovações, como as plataformas de acesso criativo (por exemplo: você usar sua profissão para entrar em lugares onde é terminantemente proibida a pregação do evangelho) para prover entrada e proteção em lugares perigosos, outros estão abertamente pedindo missionários mártires. Alguns oradores e literatura de missões dizem que todos são chamados a ir, enquanto outros dizem que ninguém deve ir sem uma vocação específica. O discernimento pode ser difícil na melhor das circunstâncias e dessas complicações, apenas conhecer e fazer a vontade do Senhor parece ainda mais difícil.

A incompreensão do chamado missionário que se recebe, e o mau preparo dos vocacionados, provavelmente, mantém as pessoas com o desejo de ir para o campo missionário por motivos equivocados, que ocasiona um Retorno Prematuro. Talvez você seja um de muitos jovens ansiosos que querem saber se Deus está te chamando para missões. Ou talvez, você seja uma das centenas de membros fíeis da Igreja que se aproximam da terceira idade, já com seus filhos na faculdade ou casados, querendo terminar a sua vida bem, servindo no campo missionário com os seus anos restantes.

Cristãos como você, em todo o mundo, também lutam com a pergunta: “Como podemos saber com certeza que Deus está nos chamando para missões?”.

Não é uma pergunta fácil de responder, porque sua resposta trará mudança de vida. Mas, essa mudança será sempre para o nosso bem, pois não existe nada melhor do que estar no centro da vontade do nosso Senhor Jesus Cristo. E podemos ficar tranquilos quanto ao chamado que recebemos, pois Ele chama, capacita, sustenta e envia. O que nos resta é entender a Sua vontade.

A seguir listaremos quatro passos que serão bastante úteis para o esclarecimento do chamado de Deus para o campo missionário. O primeiro passo é se envolver com o Ministério de Missões. Procure atividades relacionadas ao que você entende como direcionamento de Deus. Segundo passo é conversar com seu pastor e explicar para ele o que você tem entendido sobre o chamado de Deus. Seu pastor, percebendo seu envolvimento no ministério de missões, vai colaborar para o desenvolvimento do seu chamado. Se sua igreja tiver um programa de vocacionado, increva-se nele para que você entenda melhor o direcionamento de Deus. O terceiro passo é conversar com alguns missionários ou pessoas que estão envolvidas no ministério e líderes de agências missionárias. Pelo fato de serem pessoas diferentes que pensam de diversas formas, isso o ajudará a ter várias idéias e agregar as conversas ao que tem vivido. O último passo é encontrar uma pessoa bem experiente, madura espiritualmente, em quem você confie e que irá o ajudar no processo do desenvolvimento da sua vocação. Converse com essa pessoa para ser seu mentor¹.

Ao término de todos esses passos, sua vocação já estará bastante desenvolvida. Você terá avançado muito no entendimento do seu chamado, quanto ao tipo de ministério, onde, quando, como e com quem. Tudo isso não será mais dúvida e sim uma grande resposta. Não temos que nos preocupar com as consequências do chamado de Deus, pois Ele quer sempre o melhor para nós, e não tem coisa melhor do que estar no centro da vontade de Deus.

¹ Mentor é uma pessoa sênior com grande experiência no campo geral da vida que orienta uma pessoa júnior ou menos experiente. Geralmente tem a experiência e as respostas para seu mentorado. Papel do Mentor segundo Howard Hendricks em seu livro Como o ferro afia o ferro: “Fonte de informação e treinamento; Fonte de sabedoria; Promover habilidades específicas e comportamentos eficazes; Fornecer feedback; Aconselhar e Auxiliar no alinhamento para uma perspectiva correta”.

Relatório de Viagem a Moçambique

Moçambique

Moçambique é ex-colônia de Portugal, independente desde 1975. Fica na costa oriental da África, às margens do oceano Índico. Uma região muito pobre onde existe uma grande mistura de culturas: Chineses, Portugueses, Indianos e Árabes, além dos nacionais. Além de recém-nascido, o país passou por diversas guerras civis até a década de 90, ressaltou os problemas sociais já existentes. A expectativa de vida por lá é pouco acima dos 42 anos. Alfabetização chega a 38% dos mais de 20 milhões de habitantes.

Experiências

Participamos do Clube Bíblico para crianças, na casa de um casal de missionários americanos.  Semanalmente a Stacey recebe crianças da escola das suas filhas para falar do amor de Deus. Seu marido Jimmy, desenvolve um acampamento aventura para Adolescentes e Jovens em Matola, outra cidade de Moçambique.

Participamos também de um Treinamento para Pastores e Líderes na cidade de Xai-Xai, onde tivemos o privilégio de compartilhar a Palavra de Deus através de um devocional.

Ficamos hospedados na casa de um casal da Missão World Team, Tony e Leila Frank, que além de ótima hospitalidade e inúmeros auxílios, nos proporcionaram conversas com outros casais de missionários que também estão desenvolvendo algum ministério em Moçambique.

Potenciais de desenvolvimento

Vimos diversas áreas em Moçambique com grande potencial para desenvolvimento, tanto considerando o país como um campo missionário, como um país em desenvolvimento. Campo missionário – Treinamento de Pastores e Líderes, Plantio de Igrejas, Ministério com Crianças (evangelização e trabalho específico para a faixa etária). Estratégia: Auxiliar no desenvolvimento de novos líderes (inclusive do Ministério Infantil) e pastores nas igrejas locais de Maputo, afim de que os moçambicanos alcancem seu próprio povo.

País em desenvolvimento – o mercado de trabalho é dominado por estrangeiros que exploram os moçambicanos, como mão de obra barata. Estratégia: Criar uma empresa, contratar somente moçambicanos, pagando um pouco acima do piso do mercado, mas cuidando bem de cada trabalhador.

Oração

– Agradecer a Deus pelo privilégio que tivemos em conhecer Moçambique e, também sua cultura, povo e natureza.

– Agradecer a Deus por suprir todas as nossas necessidades. E louvamos a Ele por estar sempre no controle de tudo e de todos.

– Agradecer pelos missionários que já estão lá, desenvolvendo algum tipo de trabalho. Sabemos que todo ministério centrado em Deus coopera para o crescimento do Reino de Deus e temos que estar orando por todos que largaram seu conforto para estarem pregando a Palavra de Deus.

– Pedir para Deus enviar mais missionários para lá, pois como constatamos em Moçambique a “Seara é grande e os trabalhadores são poucos, rogai ao Senhor da Seara que mande mais trabalhadores”.

– Pedir pelas necessidades de todos os moçambicanos, saneamento básico, educação, saúde e estrutura hospitalar (altíssimos índices de HIV e Malária, além de más condições para tratamento de câncer).

Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.” Atos 20.24

Sandro e Clarissa Silva